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Fique Atento!

Pré-adolescentes têm mais medo de engordar do que de guerra nuclear, câncer ou perder um dos pais

Fique Atento!

Os adultos estão sempre preocupados com a aparência e, no caso da maioria das mulheres, com a balança. Mas isso tem gerado um problema ainda maior: essa preocupação excessiva tem chegado às nossas crianças e, cada vez mais cedo, são encontrados casos preocupantes entre elas.

Isso tem acontecido justamente porque muitas crianças ouvem que alimentos engordam ou que elas precisam começar a se preocupar com seus corpos e sua aparência. O reflexo são crianças que param de comer bem, comem muito pouco ou tentam vomitar depois de comer.

Casos de anorexia e bulimia costumam se apresentar na adolescência. Em pesquisa realizada na Espanha, percebeu-se que dos 90 mil alunos acompanhados desde 1987, 12% apresentava distúrbios alimentares e 2% patologias.

Mas ultimamente eles têm sido detectados com mais frequência em crianças com menos de 10 anos. Existem casos de crianças de 5 anos que se negam a comer e vomitam voluntariamente por medo de engordar.

Em geral, essas crianças são influenciadas por membros da família ou de seu convívio, que têm medo que a criança engorde. Eles adotam, então, uma cultura fóbica em relação ao peso e, visando uma alimentação saudável, restringem excessivamente a alimentação da criança.

Em muitos casos, as próprias mães sofrem de distúrbios alimentares e acabam transmitindo aos filhos uma cultura do corpo e um medo excessivo de engordar, tornando as crianças muito sensíveis a esse temor. Sendo assim, elas associam o medo à comida e se recusam a se alimentar.

Outro problema ligado aos distúrbios alimentares é a recusa aos vínculos sociais. Por medo de outras crianças a acharem gorda, a criança poderá evitar o contato e a convivência com crianças da sua idade. Assim, o distúrbio gera isolamento social.

 
Perfil Psicológico

Os distúrbios alimentares podem aparecer em qualquer pessoa: crianças, adolescentes ou adultos, homens ou mulheres.

Basicamente, o perfil psicológico de uma criança com distúrbios alimentares é o de alguém frágil em relação às suas emoções. Trata-se de uma pessoa com tendência ao perfeccionismo, que nunca está satisfeita com si mesma e com características de anorexia restritiva. Provavelmente, essa criança se tornará um adulto com tendências perfeccionistas, que busca a perfeição ainda que, para isso, seja necessário “sacrificar” a sua vida. No caso de uma pessoa com tendência à bulimia, ela apresentará impulsos autodestrutivos.

Ambas as personalidades estão em desequilíbrio e costumam conviver com uma boa inteligência e grande capacidade de raciocínio. Por isso, é um trabalho delicado equilibrar as características dessa pessoa. Trata-se de um trabalho de equipe que inclui médico, psicólogo e nutricionista, bem como os pais, a família, os professores e outras pessoas que tenham contato com a criança.

Outro ponto em comum de crianças com distúrbios alimentares é a existência de patologias como a depressão. Isso também é comum entre os familiares, que tendem a apresentar depressão ou algum tipo de fobia social. Pais com distúrbios, por exemplo, costumam se manter “socialmente distanciados”, favorecendo a dificuldade das crianças de se integrarem socialmente. Ou seja, é importante que a família reconheça e trabalhe os seus próprios problemas.

 

Hábitos Perigosos

Não se alimentar direito, não comer comida suficiente ou comer e depois vomitar, pode trazer problemas sérios para as crianças. Isso pode atrapalhar o crescimento e o desenvolvimento de forma saudável. Em longo prazo, as crianças podem ficar muito doentes.

Em casos extremos, as crianças iniciam dietas e acabam ficando magras e doentes. Podem existir várias razões para isso. Um dos motivos apontados é o contato com modelos excessivamente magras em revistas, cinemas ou TV. Elas podem nos dar a impressão que precisamos ser como elas, especialmente porque sempre parecem ricas e felizes.

Não há nada de errado em querer ser mais magro, mais saudável ou mais feliz. A maioria das crianças, aliás, não muda a alimentação devido ao contato com essas pessoas famosas. O problema está quando as pessoas são levadas a pensamentos ou comportamentos perigosos relacionados à alimentação.

Algumas iniciam uma dieta comendo menos, mas a dieta pode ficar fora do controle. Na escola, é preciso estar atento às crianças que começam a competir sobre o quão pouco elas comeram naquele dia ou quando se orgulham de não estar com tanta fome ou não sentir necessidade de comer. Isso pode ser o começo de problemas alimentares pouco saudáveis.

 

Sintomas de Distúrbio Alimentar em Crianças

– Mudança rápida, radical e persistente dos hábitos alimentares. O caso típico é o da garota que passa a comer só salada;

– Hábitos alimentares que não são adequados para a idade da criança. Por exemplo: aos dois anos, é comum a criança preferir a mamadeira. Aos quatro, não;

– Aceitar uma variedade muito pequena de alimentos. Torcer o nariz para alguns alimentos é normal. Mas aceitar comer apenas macarrão, tomate e banana, não – esse caso requer acompanhamento pediátrico;

– Não aceitar o compartilhamento de refeições, seja em casa, na escola ou com os amigos em outros espaços;

– Apresentar déficit no crescimento, tanto no peso, quanto na altura.

 

Causas dos Transtornos Alimentares

Não há uma causa única para o desenvolvimento de distúrbios alimentares. Eles se iniciam, em geral, entre os 11 e 14 anos, mas podem surgir aos 7 anos. Alguns crianças não se sentem bem consigo mesmas internamente e, por isso, tentam mudar o exterior. Outras podem estar deprimidas ou estressadas e, por isso, sentir que não possuem controle sobre suas vidas – elas veem o que comer (ou não comer) como algo que podem controlar.

Outro fator é a participação em certos esportes – as crianças sentem que precisam mudar seu corpo ou serem magros para competir. Praticantes de balé, ginástica olímpica e concursos de modelos sabem que seus corpos estão sendo observados de perto e podem desenvolver distúrbios ao tentar deixar seus corpos mais “perfeitos”.

No caso dos meninos, eles geralmente desenvolvem distúrbios alimentares quando praticam algum esporte que enfatiza o peso. Os lutadores, por exemplo, participam de competições com base no peso e sentem a pressão de ficar em sua categoria.

Os transtornos alimentares também podem ser desenvolvidos em família. Se um membro da família possui algum distúrbio alimentar, as crianças também estão sob o risco de desenvolvê-lo. Isso também acontece se um dos pais está muito preocupado ou se reclama muito do seu próprio corpo.

É possível supor que os transtornos alimentares sejam desenvolvidos a partir da infância. As meninas começam a associar beleza e sucesso com magreza ainda no jardim de infância. Elas aprendem que ser magra é uma necessidade. As meninas aprendem isso com seus primeiros brinquedos, como as bonecas Barbie (magras e belas). Já os meninos são expostos ao físico padrão, forte, grande e musculoso (talvez essa seja a raiz de transtornos de imagem corporal, como a vigorexia).

As crianças são vulneráveis a essas questões porque, quando a gordura é vista como algo mau, a criança sente que é má. A gordura não é algo que você possui, ela é você. Não dizemos “você tem gordura”, dizemos “você é gordo”. Nós nos identificamos com nossos corpos. Assim, a criança passa a internalizar a mensagem de que a gordura é ruim.

Como a família pode ajudar as crianças a manter um peso saudável sem entender que a gordura é má e que ser gordo é feio?

– Ajude a criança a desenvolver consciência corporal e ter confiança em relação ao próprio corpo;

– Ensine sobre a diversidade das pessoas (com pesos e alturas diferentes, mas que não determinam quem essas pessoas “são”). Diga que cada um tem seus atrativos e que existem muitos pesos normais;

– Estimule a individualidade, dizendo que a criança e seu corpo são únicos e originais e que elas podem se sentir bem consigo independentemente do seu peso;

– Não rotule os alimentos como “bons” ou “maus”. Se não, você pode tornar seu filho vulnerável para resolver seus conflitos emocionais com o alimento (comendo demais ou de menos);

– Defina a alimentação e nutrição como “combustível do corpo”, ao invés de “bom” ou “mau”;

– Valorize o seu próprio corpo. Não adianta querer ensinar seus filhos a gostar do próprio corpo se você mesmo vive depreciando o seu corpo;

– Não deixe seu filho ser manipulado pela publicidade. Ensine-o a ser crítico enquanto consumidor, sem se deixar ser manipulado por falsas ideias de beleza e felicidade;

– Ensine a criança que não é necessário ser “perfeito” para ser feliz e amado;

– Mostre a ela que todos temos capacidades e limitações, e que ela não precisa ser capaz de fazer tudo;

– Enfatize suas qualidades e mostre seu orgulho de suas conquistas;

– Valorize o esporte enquanto diversão e oportunidade de fazer novos amigos, não como algo para perder peso ou ficar em forma;

– Ensine que uma alimentação variada é mais saudável.

Os transtornos alimentares não são contagiosos como os resfriados, mas os amigos podem influenciar como a criança se sente e se enxerga. Se eles acham que é importante ser magro, seu filho pode sentir essa necessidade também. Se eles fazem coisas “não saudáveis” para serem magros, seu filho pode sentir a pressão para fazer isso também.

 

Transtornos Alimentares Causam Danos

Apesar de nossa sociedade cultuar a magreza, nosso corpo precisa de um pouco de gordura para ser saudável e crescer, principalmente durante a infância e a adolescência. Pessoas com o peso muito baixo podem ter problemas de saúde e a persistência desse quadro pode gerar problemas graves e muito perigosos.

A anorexia pode causar danos no coração, no fígado e nos rins. Para as meninas, pode ocorrer o atraso na primeira menstruação ou a suspensão da menstruação. Outros fatores são alterações na respiração, queda da pressão arterial e do ritmo cardíaco: trata-se do corpo diminuindo sua atividade para se proteger. Além disso, unhas podem quebrar e o cabelo pode cair.

Crianças anoréxicas costumam sentir dores de cabeça, tonturas e dificuldades de concentração. Elas também podem ficar mal-humoradas e se isolar socialmente. Elas sentem frio o tempo todo (mesmo com temperaturas altas), por causa da falta que gordura corporal que as manteriam aquecidas. Essa pode ser a razão de elas usarem muitas camadas de roupas, mas isso também pode ser causado por um desejo de esconder o próprio corpo.

No caso das crianças com bulimia, o pior problema é que ao vomitar elas perdem potássio, nutriente importante encontrado em bananas, tomates, feijão e melões. Falta de potássio pode levar a problemas cardíacos perigosos.

Elas também podem danificar seus estômagos e rins e ter dor de estômago frequente. Meninas com bulimia também podem parar de menstruar.

Além dos problemas de saúde, crianças com distúrbios alimentares provavelmente não estão tendo uma infância “divertida”. Elas costumam se afastar dos amigos e se recusam a sair e comer pizza com os amigos ou ir a uma festa de aniversário.

Fique atento aos sinais que seu filho possa apresentar. A perda de peso não é normal ou saudável para as crianças, porque elas estão crescendo. No caso de bulimias, os sinais são de alguém que está armazenando ou comprando bastante comida e escondendo compulsão e purgação.

Também é preciso atentar se seu filho está pulando refeições ou está obcecado com a quantidade de calorias dos alimentos; se usa roupas muito largas ou muitas camadas de roupas o tempo todo; e se se exercita de forma compulsiva.

 

Fonte: http://gatda.com.br/index.php/2016/03/15/disturbios-alimentares-em-criancas/ (artigo da University of Colorado at Boulder)

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